e-Learning funciona?

Resposta simples e objetiva: sim! Mas se for feito corretamente!

Durante muito tempo, existiu no mercado nacional um grande preconceito e resistência para projetos de e-learning. Porém, essa resistência não veio do nada… No passado, muitas empresas ganharam dinheiro (muito dinheiro) desenvolvendo produtos ruins e vendendo como se fosse um ‘curso on-line’.  Algumas por falta de conhecimento na época e outras por oportunismo mesmo.

Essas empresas simplesmente pegavam o conteúdo bruto, literalmente copiavam e colavam os textos em slides em um arquivo PPT, botavam um visual bonitinho, programavam um “avançar e voltar” e vendiam como curso pronto. Sem nenhum trabalho pedagógico no material.

Os clientes que inicialmente compravam esses produtos, imediatamente percebiam que a efetividade era zero e, obviamente, passaram a ter uma resistência para projetos desse tipo.

Muito tempo se passou, as metodologias foram surgindo, a resistência inicial começou a ser superada, porém muitas empresas ainda desenvolvem cursos on-line sem o devido cuidado que esse tipo de projeto deve ter… Independentemente se vamos montar um curso a partir de um storytelling, com uma dinâmica de gamificação, com estrutura para adaptive learning , com diferentes saídas como um blended… O principal ponto de cuidado para esse desenvolvimento é o “conteúdo”.

Uma pergunta que todas as etapas da produção precisam fazer sempre é: esse conteúdo está claro para a outra ponta que vai fazer o curso? A forma que escrevi o conceito está clara para o aluno? Esse infográfico que eu desenhei está entendível? Essa estrutura que eu programei está tornando o curso mais fácil e intuitivo de navegar? Essa preocupação precisa estar ENRAIZADA na cabeça de TODOS os envolvidos no processo de produção de um curso.

É PRECISO PENSAR SEMPRE NO LADO DO USUÁRIO FINAL.

O conteúdo precisa estar 100% trabalhado focando em algumas premissas básicas: qual o resultado esperado a partir desse tema? Quem é o público-alvo? Em qual estrutura esse conteúdo será disponibilizado? 

Um curso que tem um conteúdo bem rico e completo, porém não está falando a linguagem do público-alvo, não será efetivo… Também não vai adiantar se está completo, falando a linguagem do público-alvo, mas tecnicamente não vai funcionar nas limitações da plataforma do cliente. E se tiver todos esses pontos trabalhados corretamente, porém a necessidade inicial da área cliente não for levada em consideração e as informações mais importantes para esse resultado não tiveram a devida importância considerada?

Isso tudo pode parecer meio óbvio num primeiro olhar, porém em alguns momentos não é totalmente assim que funciona… Muitas vezes a equipe trabalha quase que ‘roboticamente’ no conteúdo… Designer instrucional distribui friamente o conteúdo num storyboard, limitando-se na organização das informações e uma revisão ortográfica; em seguida, o designer literalmente transpõe aquele conteúdo em telas a partir do PIV sem um olhar no conteúdo e, finalmente, o programador bota tudo no HTML sem pensar se a navegabilidade está clara. Ninguém para e avalia o resultado produzido se perguntando: “o aluno que estudar esse material que eu montei vai entender o que quero que ele entenda?”.

Analisando um pouco o lado da equipe, muitas vezes ela esbarra em alguns fatores que dificultam esse trabalho. Destaco aqui dois deles: briefing superficial e prazo extremamente reduzido. É preciso uma sinergia perfeita entre área comercial e área de produção, para que sejam gerados briefings cada vez mais completos e prazos reais.

Do lado do mercado, o que se vê hoje são algumas empresas gerando conteúdos em massa, enchendo a plataforma de cursos, gerando relatórios focando na ‘quantidade’ de alunos e cursos, preocupadas nas metas iniciais cumpridas… Mas nem todas realmente preocupadas com o principal… Os conteúdos gerados estão cumprindo o seu papel? Nossos funcionários estão realmente aprendendo?

Dito isso, agora vamos ao passo dois: a partir do conteúdo gerado corretamente, os resultados esperados estão sendo alcançados? Por exemplo: a produtividade da equipe está aumentando? As vendas estão aumentando? A cultura da empresa está na cabeça do nosso funcionário? Enfim, o objetivo inicial está sendo alcançado?

Concluindo positivamente, a equipe que desenvolver um projeto de e-learning (independentemente da metodologia escolhida) considerando todos os pontos do briefing (público-alvo, estrutura do cliente, resultados a serem alcançados…) terá grandes chances de um resultado extremamente feliz, superando as expectativas do cliente final.

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